Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica

Você se vê representada pelas modelos de lingerie que vê por aí?

Magreza excessiva, photoshop sem fim, silicone que não acaba mais. Já falei muito sobre isso aqui, mas o assunto é irresistível. Marcas que apresentam campanhas publicitárias focando nas mulheres reais chamam muito a minha atenção.

Não posso dizer qual é o retorno financeiro e o sucesso das campanhas, mas percebo que essa estratégia vem ganhando cada vez mais força e o coração das mulheres.

Agora é a vez da Dear Kate, uma marca de lingerie americana que foca em tecidos tecnológicos e no conforto da mulher.

Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica

Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica!

A última campanha trouxe executivas da área tecnológica usando só underwear no local de trabalho. As mulheres são comuns, algumas magras, outras mais gordinhas, com suas estrias, celulites e gordurinhas á mostra, tudo sem photoshop.

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A campanha mostra as peças da Coleção Ada, uma homenagem à programadora Ada Lovelace.

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As críticas foram inevitáveis. Muitos não gostaram, pois acharam a campanha “bizarra” e “sexista“. “No Vale do Silício, agora mais do que nunca, há uma tensão na forma como as mulheres são vistas: uma visão romântica ou sexual e outra profissional“, foi o que disse Elissa Shevinsky, CEO do Glimpse Labs, à Revista TIME. “Mostrar-se desta forma, sem roupa, tem conotação inerentemente sexual, e enfraquece a imagem das mulheres no mundo da tecnologia. Isto é verdade tanto para homens quanto para mulheres“.

Mas muito mais que críticas, a campanha recebeu aplausos. Olivia Muenter acredita que ela é surpreendente, já que aponta para a diversidade das mulheres. “O fato de [os produtos] serem apresentados por mulheres que estão maravilhosamente reais, com corpos que se parecem com os nossos e carreiras bem-sucedidas, é uma mensagem realmente poderosa“, disse.

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Julie Sygiel, fundadora e CEO da Dear Kate, tinha em mente reunir mulheres ligadas ao mundo da tecnologia, exatamente para mostrar o que as mulheres pensam e fazem, ao invés de mostrar apenas a sua aparência.

Nós acreditamos que as mulheres devem ser levadas a sério, independente do que elas estejam vestindo“, disse Sygiel. “Isso vale também para as mulheres de qualquer profissão, já que a forma como alguém se veste não deveria ter nenhuma relação com a sua capacidade ou a sua inteligência“.

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Se alguém vê a nossa campanha como uma forma de perpetuar o sexismo é porque essas pessoas têm certas expectativas sobre as mulheres. Na nossa maneira de ver o mundo, as mulheres podem ser tão poderosas de roupas íntimas quanto elas são de terno. Não é justo para as mulheres de tecnologia serem apontadas e confinadas a um comportamento mais conservador, simplesmente porque elas trabalham em um campo dominado por homens“.

Achei a campanha surpreendente, nada machista ou sexista. Afinal, qual é a diferença entre um anúncio comum de lingerie, com uma mulher quase nua, maravilhosa, magérrima, cheia de retoques e um anúncio como esse? É meio hipócrita dizer que essa é uma campanha sexista. Se for assim, todas são. Mostrar mulheres reais em suas atividades diárias só faz com que nos identifiquemos com elas, desperta o nosso interesse para a marca, para o que estão vestindo.

E você, o que achou?

Fonte: www.brasilpost.com.br

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