Mon´dress Lingerie

Em um dos posts que recentemente escrevi sobre modelagens pequenas demais, tive a oportunidade de conhecer a Mon’dress.

Mon´dress Lingerie

Uma marca diferenciada, exatamente pela modelagem, um pouco maior que a convencional. A numeração vai até o tamanho 54. E as peças não são apertadas, tipo aquelas marcas que, quando se compra um M, na verdade, está se comprando um P.

Isso realmente chamou a minha atenção, já que muitas marcas, não só de lingerie, mas de roupa também, têm tamanhos menores que o normal para a numeração.

Os produtos são de uma qualidade ótima, com acabamentos e matéria-prima de excelência e tecnologia..

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Cores vivas, estampas delicadas, tudo o que a gente ama nas nossas lingeries.

A marca trabalha duas linhas diferentes: uma Clássica, até o tamanho 54, e a outra, Estética, onde podem ser encontrados Shapewears, pós-cirúrgicos e maternidade.

Clássica:

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Estética:

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Shapewear – Ajudam a modelar o corpo e reduzir medidas

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Pós-cirúrgicos – Auxiliam na recuperação após a realização de cirurgias plásticas

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Maternidade – Sutiãs ideais para quem está amamentando

Adorei a marca e recomendo para quem ainda não conhece!



Modelo “fora dos padrões” no Calendário Pirelli 2015

Quebra de padrões – acho que essa é a palavra de ordem do momento!

Depois das polêmicas da Victoria´s Secret e da Calvin Klein, a Pirelli acabou de lançar o seu famoso e tradicional calendário. E adivinhe! Uma modelo “fora dos padrões” no Calendário Pirelli 2015!

Candice Hufinne foi convidada para romper com os padrões do calendário mais famoso do mundo e mostrar sua beleza na 50ª edição do calendário.

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Importantes fotógrafos do mundo participam da elaboração desse trabalho todo ano. Annie Leibovitz, Richard Avedon, Bruce Weber e Steve Mc Curry são alguns deles. O calendário se tornou um ícone e objeto de desejo de colecionadores e é presenteado aos fornecedores da italiana Pirelli.

O legal foi ver a modelo considerada “plus size” em um trabalho tão tradicional como esse, em que os padrões de beleza são praticamente inquebráveis.

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Nunca se viu tanta movimentação no mundo da moda no sentido de incluir todos os biotipos em campanhas publicitárias!

Particularmente não gosto do calendário Pirelli. Acho que é um trabalho um tanto quanto ultrajante para todas as mulheres, revelando uma sociedade ainda patriarcal por trás.

Mas não posso deixar de ver como positiva a inclusão de uma modelo fora dos padrões em um trabalho como esse!

Você concorda?



As melhores lingeries vêm em todos os tamanhos

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Eu não sei bem por que, mas eu ando tão inclinada a admirar publicidades que retratam uma mulher mais normal, real, com um corpo mais perto da realidade da mulher brasileira (e de todas as outras do mundo!).

Depois da polêmica da Victoria´s Secret e da Calvin Klein, a Vogue.com está de parabéns! Fez uma matéria só com modelos que não têm um “corpo perfeito”, mostrando mulheres felizes, com lindas lingeries.

As melhores lingeries vêm em todos os tamanhos

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Intitulada “The Best Lingerie Comes In All Sizes” (As melhores lingeries vêm em todos os tamanhos), a campanha está linda.

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O mais interessante, e que não houve qualquer tipo de rotulação, como “plus size” ou “para gordinhas”, ou qualquer outra coisa desse gênero, com que nós não simpatizamos muito, né?

Eu visto 42, sou relativamente magra e de bem com meu corpo. Mas não me vejo nessas modelos que tem por aí, magérrimas, secas, que posam para fotos de lingerie. E acho que a maioria da mulheres é assim.

Então quando vejo campanhas de mulheres mais comuns, sem photoshop, eu fico apaixonada. Se o resultado dessas campanhas é positivo, no sentido comercial, eu não sei, já a magreza se tornou um padrão de beleza tão arraigado em nós, desde que nascemos. Mas, às vezes, tenho a impressão de que a publicidade mais real tem ganhado espaço e a admiração das pessoas.

A Vogue mesmo é uma revista que sempre foi muito criticada pelo padrão de beleza que exibe – mulheres excessivamente magras. Percebe uma pequena mudança de comportamento?

As fotos ficaram lindas! As modelos estão felizes, rindo, dando gargalhadas, longe de cara de fome e visual “walking dead”. Isso é o que as torna lindas e sensuais. Acho que os homens não resistem a uma mulher feliz e de bem com a vida.

Candice HuffineTara Lynn, Ashley GrahamMarquita Pring e Inga Eiriksdottir. Elas estão radiantes nas imagens! E estão usando marcas sofisticadas e caras, como Agent ProvocateurChantelle e Secrets in lace.

Falando nisso, a Secrets in Lace acaba de apresentar sua nova coleção no Lingerie Fashion Week, que aconteceu em Nova York, há alguns dias. E adivinha! A coleção foi toda inspirada nos anos 40, na charmosa Dita Von Teese, com modelos que se encaixam perfeitamente nos padrões de beleza daquela época – mulheres com corpo normal, pneuzinhos, barriguinha, enfim, tamanhos reais.

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O desfile foi divertido e interessante, no estilo pin up da época. Um tipo de lingerie fofo, que nunca sai de moda, na verdade. Lamentável que os padrões de beleza daquela época tenham saído…

Quem sabe a moda não está começando a rever esses padrões? A conversa com as consumidoras das marcas hoje é outra. Nunca estivemos tão engajadas, dizendo o que pensamos em blogs, matérias, redes sociais. Nunca tivemos tanta voz e expressividade.

E nunca as marcas se preocuparam tanto com essas opiniões!

Sensacional isso, não?



Calvin Klein acusada de rotular plus size

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Você considera essa modelo um “plus size“?

A Calvin Klein acaba de lançar uma campanha e já é alvo de inúmeras críticas!

Uma foto da modelo Myla Dalbesio agitou as redes sociais e a imprensa americana. Isso porque a moça “foge” um pouquinhos dos padrões de corpo perfeito, já que a sua numeração é 10 (equivalente a um 44 ou 46 no Brasil). Uma barriguinha mais saliente (não negativa rs) também chamou a atenção, neste caso.

Daí todo mundo caiu matando dizendo que ela é o protótipo da modelo plus size da CK.

Porém, neste caso, eu não posso concordar. Li as matérias nos jornais e revistas americanos e, em nenhum lugar, a Calvin Klein afirma ou dá a entender que a modelo faz as vezes de uma plus size. Ao contrário, o que se observa é uma tentativa da marca de trazer mulheres mais comuns, mais reais para as campanhas, exatamente para que as mulheres se identifiquem e se sintam confortáveis.

Afinal, não foi isso que aconteceu com a última campanha desastrosa da Victoria´s Secret – The Perfect Body? Mulheres do mundo inteiro se sentiram literalmente ofendidas com a definição do “corpo perfeito” e colocaram a boca no trombone, até que a marca teve que alterar a sua campanha para uma outra mais inclusiva.

Voltando à mais nova polêmica, o New York Times afirmou: “A Calvin Klein nunca rotulou Dalbesio como modelo plus size ou a apresentou como tal em seus anúncios. A polêmica foi gerada depois de uma entrevista da modelo para a revista Elle, na qual ela fala sobre a modelagem plus size e os problemas que enfrenta por não ser uma modelo magérrima nem uma modelo plus size. O tamanho dela é 10“.

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Eu sou uma mulher grande… eu não sou a maior mulher do mercado, mas sou definitivamente maior que todas as meninas com quem já trabalhei, por isso é tão intimidante“, disse Myla Dalbesio em entrevista à Elle.

As pessoas especulam que a CK tenha escolhido a modelo por representar um “plus size” e se sentiram ainda mais ofendida com essa declaração da marca: “A nova campanha da Calvin Klein Underwear, a ‘Perfectly Fit’ apresenta as modelos Myla Dalbesio, Jourdan Dunn, Amanda Wellsh, Ji Hye Park e a nova cara da marca, Lara Stone, em diferentes estilos. A linha ‘Perfectly Fit’ foi criada para celebrar e atender as necessidades de diferentes mulheres, e essas fotos foram criadas para mostrar que a nossa nova linha é mais inclusiva e oferecida para vários biotipos diferentes em uma enorme gama de tamanhos“.

Gente, qual o problema com essa afirmação?

Em que momento a marca afirma que a modelo é um plus size?

A própria modelo ainda afirma: “Não que a Calvin Klein tenha me incluído na campanha e dito algo como ‘Oh, olhem, temos uma menina plus size na nossa campanha’. Eles me incluíram na campanha como qualquer outra; não há distinção. Não é uma categoria para plus size“.

Acho que há um excesso de melindres nesse meio, que, em casos como esse, causam irritação. As mulheres se ofendem com campanhas em que as mulheres são magérrimas e a marca define o que é um corpo perfeito. Em outro momento, após uma marca apresentar fotos de mulheres reais em sua campanha, a mulherada se ofende dizendo que agora o plus size é um 44 ou 46.

Afinal, o que querem as mulheres?

Não vi problema algum na campanha, a CK não mencionou o termo plus size em momento algum, apenas atendeu a um clamor antigo das mulheres, de ver modelos mais reais, campanhas mais inclusivas. Na verdade, adorei me ver representada por essa modelo, pois tenho medidas bem semelhantes a ela. E isso não me faz pensar que agora o meu tamanho é um plus size!

Sabe qual é o problema, na verdade? É a transmissão de informação sem conhecimento. Lembra daquela brincadeira do telefone sem fio? É bem isso! As pessoas vão divulgando as coisas na internet, especialmente nas redes sociais, sem ter conhecimento, e aquilo vai tomando uma proporção gigante. E irreal, muitas vezes.

Seria muito injusto com a CK sair dizendo por aí que a modelo foi rotulada como uma plus size, quando a marca não deu qualquer indício disso, não é?

Diferente da campanha da Victoria´s Secret, em que o anúncio dizia por si só, essa nova da campanha da CK está linda, inclusiva e feita para mulheres comuns.

Aliás, tenho lingeries da marca e confesso que são as minhas preferidas. Exatamente porque respeitam a anatomia da mulher, são um pouco maiores que as brasileiras, inclusive, e extremamente confortáveis.

Isso tudo só me ensina a ser mais prudente ao criticar e a evitar conclusões precipitadas sobre o que leio e ouço. Assim eu corro menos risco de ser injusta com as pessoas e de fazer papel de boba por aí!

Fontes: time.com e nytimes.com

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