Exportação: Saída para a crise no mercado da lingerie

Em tempos de crise no Brasil, a exportação é uma atrativo para empresas de lingerie.

mercado da lingerie

Que o Brasil está imerso em uma crise sem precedentes, ninguém pode negar. A taxa de desemprego chegando a 12%, milhões de brasileiros que não têm mais a sua fonte de renda, diminuição do consumo. Os efeitos são como peças de dominó enfileiradas, não é?

O mercado da lingerie, como praticamente todos os outros está sendo afetado. Afinal, quando a grana fica mais curta, cortamos os gastos supérfluos e ficamos só com o essencial. Mas, e aí? O que fazer?

O que eu acho interessante nesse cenário (se é que há algo de interessante), é a habilidade que muitos têm de se reinventar. Não é à toa que dizem que a crise é momento de oportunidade.

Algumas empresas brasileiras estão enxergando nessa situação a oportunidade de expandir seus negócios para além das nossas fronteiras e levar o produto fabricado no Brasil para outros países. Claro que isso não é tão simples assim e exige o emprego de recursos, que não está disponível para todos.

Mas gosto de me inspirar em casos de empresas que estão batalhando para encontrar uma saída.

Mesmo para as companhias com boas projeções para os resultados locais, o momento é propício para impulsionar projetos de expansão global. A Sapeka Lingerie é um exemplo disso. Consolidada mercado nacional como a maior marca de confecção de moda íntima sensual do Brasil, a empresa dá continuidade em seu processo de expansão no exterior, iniciado em Angola, Moçambique e Suíça, inaugurando dois novos centros de distribuição na África, em Zâmbia, e na Europa, em Portugal.

De acordo com o diretor comercial da Sapeka Lingerie, Wesley Loureiro, a busca intensa desses países por produtos e serviços brasileiros, foi um dos fatores que levaram a empresa a decidir pela abertura desses novos centros de distribuição. “Atualmente, Portugal representa 25% de nossas exportações para o mercado europeu e está localizado em uma região estratégica da Europa com fácil acesso para distribuição em diversos países. Já trabalhávamos com uma parceira local e surgiu essa oportunidade de inaugurarmos uma loja em um ponto estratégico na cidade de Setubal, área litorânea próximo à Lisboa, ideal para apresentarmos uma nova coleção de lingeries e uma moda praia para o verão europeu”. Já em relação a Zâmbia o executivo afirma que as exportações para a África, que representam um volume médio anual de 18 mil peças , eram recorrentes por conta das duas lojas no continente, mas que mesmo assim, o mercado zambiano não era muito explorado. “Essa é uma aposta que estamos fazendo baseado em um estudo realizado pelo nosso parceiro no país. A demanda por esse tipo de produto era muito carente”, completa Loureiro.

Acredito que esse seja o grande segredo para que dê certo, você oferecer um produto que seja aceito em outro país, onde haja uma carência. Pra isso, é preciso ser melhor ou tão bom quanto aos produtos já oferecidos lá. A lingerie brasileira é tão famosa e desejada quanto a moda praia, Havaianas e tantos outros produtos que carregam a “brasilidade” em seus moldes, cores e estilo. Precisa de adaptações, é claro. O mercado europeu e americano, por exemplo, são mais evoluídos do que o nosso quando o assunto é modelagem de sutiã.

Mas nada é impossível ou difícil demais que não possa ser feito. Se não há condições de adaptar a modelagem dos sutiãs, por exemplo, por que não investir na linha noite ou em uma linha mais sensual, como a Sapeka fez?

As oportunidades estão aí. Aproveite a crise, tire o “S” dela e CRIE novos caminhos para os seus negócios!

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