Lingerie Anti-Estupro

Anti-rape pants

Já ouviu falar em lingerie anti-estupro?

Parece estranho, mas achei tão interessante, que não pude deixar de compartilhar aqui com vocês.

Uma lingerie anti-estupro.

Uma espécie de “cinto” que impede que a calcinha seja retirada ou removida impede qualquer pessoa mal intencionada de fazer o que não devia, contra a vontade da mulher.

A criadora da marca AR Wear (Anti Rape Wear) teve seus motivos para criá-la. Vítima de vários assaltos e de duas tentativas de estupro, afirmou “Eu fui vítima de duas tentativas de estupro, uma com 18 e outra com 20 anos. Em ambos os casos, a ‘demora’ impediu que o ato fosse finalizado. No primeiro caso eu lutei contra ele até que ele ouviu barulhos por perto e desistiu. No segundo caso, o estuprador me segurou pelo pescoço com uma das mãos e com a outra, de alguma forma, tentou tirar o meu jeans e calcinha enquanto me jogava ao chão. Eu comecei a gritar  e alguma coisa fez o estuprador desparecer. A forma ágil como ele tirou a minha roupa me faz acreditar que o AR Wear poderia efetivamente evitar estupros pela demora“.

Meio chocante, né? Enquanto traduzia eu pensei se realmente deveria postar algo meio impactante assim, mas acho que isso é mais comum do que a gente imagina, especialmente em um país sem punição como o Brasil. Claro que a frequência desse tipo de crime acontece entre as classes mais pobres, que provavelmente não têm a menor condição de adquirir um produto desse.

Lingerie Anti-Estupro

Mas a iniciativa de criação já foi mais que interessante., embora já enfrente muitas críticas. A maioria das mulheres vítimas de estupro não poderia usar o produtos, que são crianças, pessoas obesas, pobres, deficientes físicos, homens, transexuais.

Alguns acreditam que esse tipo de produto reforça a ideia de que os estupros acontecem sempre em lugares escuros, ermos, desabitados, como uma rua escura. E não deixa de ser verdade.

Para esses críticos, “trancar a vagina” a fim de impedir o estupro indica quanto trabalho ainda há pela frente, com o intuito de se lutar contra esse tipo de criminalidade. Um cinto de castidade moderno, de acordo com o posicionamento deles, demonstra o quanto os direitos da liberdade da mulher ainda não não progrediram desde a idade média.

Polêmico, não é?

E você, o que acha?

Fonte: The Guardian



The True Cost

O Documentário The True Cost pode fazer você mudar de ideia.

Esses dias recebi o email marketing da Mon’dress, uma marca de lingerie que eu conheci e que passei a admirar.

Achei tão interessante, que decidi compartilhar aqui com você.

É sobre o trailer do documentário The True Cost (O Verdadeiro Custo – minha tradução), que será lançado no dia 29 de maio.

Não é novidade para ninguém que a China e outros países asiáticos dominam a fabricação de quase tudo que consumimos, né?

Mas quem paga o preço?

Esse documentário fala exatamente sobre a exploração e vida miserável dos asiáticos, para que a indústria da moda seja sustentada.

Eu não sou do tipo extremista, que não usa nada fabricado nesses países, mas acho que vale a pena uma reflexão sobre comprar da China. Talvez seja mesmo hora de começarmos a valorizar nossas fábricas, nossos produtos, mesmo porque a China tem “quebrado” vários países mundo afora, em razão dos baixos custos que oferece em seus produtos.

Vamos repensar nossas escolhas, acho que só temos a ganhar com isso.

the true cost

The True Cost



Campanha quer acabar com o conceito Plus Size

Uma nova campanha está surgindo ao redor do mundo para acabar com o conceito Plus Size.

Chamado de #DropThePlus, o movimento começou nos EUA, por meio do site Drop The Plus.

A ideia é acabar com o termo “plus size“, que, para muitas pessoas, é pejorativo e rotulador. Os fundadores do movimento acreditam que não deve existir essa diferenciação, apenas tamanhos maiores dentro de todas as marcas e coleções.

No Brasil, a marca de lingerie Mondress já se posicionou mostrando que é super a favor. A sua numeração vai do 40 ao 52 e não faz distinção entre tamanhos “nomais” e “plus size”.

Campanha quer acabar com o conceito Plus Size

 

Esse é um assunto interessante, que pode revolucionar a forma das empresas de moda trabalharem suas grades e modelagens.

Queria saber sua opinião! Você é a favor de acabar com esse termo plus size?



Campanha plus size #ImNoAngel

Campanha #ImNoAngel faz barulho nas redes sociais!

Você se lembra da campanha da Victoria´s Secret com as modelos magérrimas e o slogan “The perfet body”?

Plus-Size-IamNoAngel-4

Foi uma das grandes polêmicas no mundo da lingerie no ano passado!

Agora, em resposta, a marca plus size Lane Bryant, lançou uma campanha linda, com modelos plus size e a hashtag #ImNoAngel.

Campanha plus size #ImNoPerfect

Foi uma verdadeira provocação ao estereótipo de mulher perfeita que a VS (e todo o mundo das passarelas) querem empurrar goela abaixo.

18229127_yyluF

18229150_16mSk

A marca contratou (lindas) modelos plus size e mostrou sua coleção de uma forma surpreendente.

18229152_yogeV

18229153_vBm8T

18229154_uqpnL

18229155_ihOBh

18229156_rGT1W

18229157_NSUfP

18229158_obDve

Considerada a campanha mais sexy de 2015, #ImNoAngel traz de volta a polêmica das modelos esqueléticas e de como a nossa sociedade ainda as vê como padrão ideal de beleza.


Mulheres plus size não se sentem representadas por essas marcas e a frustração é cada vez maior, ao ver poucas opções no mercado.

Ainda bem que isso tem começado a mudar nos últimos anos. De forma lenta e discreta, mas tem. Várias campanhas têm sido lançadas com esse foco, o que antes era impensável. Já é o início da mudança de mentalidade.

E você, o que achou?



Marca apaga mamilos das modelos!

Já vou avisando: o assunto é polêmico!

Quando o assunto é publicidade, marketing no mundo fashion, muitas vezes as polêmicas são inevitáveis, não é?

O assunto da vez são as fotos que a American Apparel, marca de roupas e moda íntima americana, acabou de lançar. Muito criticada por fotos quase pornográficas, a marca resolveu mudar a sua cara e a sua estratégia de marketing, tentando se distanciar da imagem de pornografia a que sempre esteve associada.

Algumas modelos foram fotografadas com lingerie bem transparente. Porém, na edição das imagens, decidiu-se pela “remoção” dos mamilos e pelos pubianos. Isso também porque as modelos são inquestionavelmente muito novas, o que sempre incomodou muita gente.

Marca apaga mamilos das modelos!

26D06B6700000578-3003131-image-a-10_1426800487965

rsanl303_white

rsanl307_02

A marca tem conseguido se distanciar da imagem negativa que tinha abraçando as causas do ativismo político, especialmente, no que diz respeito aos direitos gays e à reforma da imigração.

Como empresa, temos recursos que ativistas individuais não têm. Nós tentamos usar nossa abilidade especial para patrocinar causas políticas que precisam de ajuda. American Apparel normalmente utiliza propagandas, contatos na imprensa e até mesmo camisetas com dizeres que falam sobre esses assuntos importantes. Nossos dois maiores assuntos tem sido a Reforma da Imigração e os Direitos gays” (minha tradução), diz o website da marca.

politicalActivismKicker2            politicalActivismKicker5

Apagar os mamilos das modelos é uma outra forma, no ponto de vista da American, não somente de proteger a imagem de jovens modelos, mas de retirar a “sexualização” das fotos de modelos, levando-se em consideração a luta por direitos iguais.

As críticas a tudo isso têm sido vorazes (…)

Michelle Lytle, por exemplo, co-fundadora da marca de biquíni TaTa Top (aquela com o desenhos dos mamilos) defende que censurar as mulheres e fazê-las parecer manequins ou bonecas, é enfraquecer as mulheres, que não devem se sentir envergonhadas com seu corpo.

ttt_slider1

Lytle critica os esforços empregados pela marca no sentido de defender causas como os direitos gays e a imigração em Los Angeles, e pouco se importar com os direitos de igualdade das mulheres.

Bom, de, fato, a modelo se parece um pouco com uma boneca. Afinal, toda mulher tem mamilos, não é?

Fico dividida entre acreditar que, de fato, retocar as imagens é uma forma de torná-las menos pornográficas a determinado público e pensar que mulher é mulher e não há o que se esconder…

Realmente, quando olhamos as imagens, vemos que são mais ingênuas, puras, dificilmente vamos conseguir associá-las a qualquer tipo de pornografia ou qualquer outra coisa do gênero. Isso pode funcionar para o objetivo da marca.

Mas, ao mesmo tempo, penso que não se trata de uma revista pornográfica. Trata-se da venda de um produto, que deve ser mostrado como é. Sem visualizar os mamilos e pelos, não é possível observar quão transparente é o tecido das peças. Isso pode dificultar a venda online, por exemplo.

Então confesso que ainda não me decidi!

Mas acho toda essa discussão super interessante, faz com que a gente pense um pouquinho, né?

E você, o que tem a dizer?

Fonte: dailymail.co.uk



Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica

Você se vê representada pelas modelos de lingerie que vê por aí?

Magreza excessiva, photoshop sem fim, silicone que não acaba mais. Já falei muito sobre isso aqui, mas o assunto é irresistível. Marcas que apresentam campanhas publicitárias focando nas mulheres reais chamam muito a minha atenção.

Não posso dizer qual é o retorno financeiro e o sucesso das campanhas, mas percebo que essa estratégia vem ganhando cada vez mais força e o coração das mulheres.

Agora é a vez da Dear Kate, uma marca de lingerie americana que foca em tecidos tecnológicos e no conforto da mulher.

Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica

Dear Kate mostra mulheres reais em campanha e causa polêmica!

A última campanha trouxe executivas da área tecnológica usando só underwear no local de trabalho. As mulheres são comuns, algumas magras, outras mais gordinhas, com suas estrias, celulites e gordurinhas á mostra, tudo sem photoshop.

lookbook_final

A campanha mostra as peças da Coleção Ada, uma homenagem à programadora Ada Lovelace.

lookbook_final3

lookbook_final4

As críticas foram inevitáveis. Muitos não gostaram, pois acharam a campanha “bizarra” e “sexista“. “No Vale do Silício, agora mais do que nunca, há uma tensão na forma como as mulheres são vistas: uma visão romântica ou sexual e outra profissional“, foi o que disse Elissa Shevinsky, CEO do Glimpse Labs, à Revista TIME. “Mostrar-se desta forma, sem roupa, tem conotação inerentemente sexual, e enfraquece a imagem das mulheres no mundo da tecnologia. Isto é verdade tanto para homens quanto para mulheres“.

Mas muito mais que críticas, a campanha recebeu aplausos. Olivia Muenter acredita que ela é surpreendente, já que aponta para a diversidade das mulheres. “O fato de [os produtos] serem apresentados por mulheres que estão maravilhosamente reais, com corpos que se parecem com os nossos e carreiras bem-sucedidas, é uma mensagem realmente poderosa“, disse.

lookbook_final5

lookbook_final6

Julie Sygiel, fundadora e CEO da Dear Kate, tinha em mente reunir mulheres ligadas ao mundo da tecnologia, exatamente para mostrar o que as mulheres pensam e fazem, ao invés de mostrar apenas a sua aparência.

Nós acreditamos que as mulheres devem ser levadas a sério, independente do que elas estejam vestindo“, disse Sygiel. “Isso vale também para as mulheres de qualquer profissão, já que a forma como alguém se veste não deveria ter nenhuma relação com a sua capacidade ou a sua inteligência“.

lookbook_final11

lookbook10

Se alguém vê a nossa campanha como uma forma de perpetuar o sexismo é porque essas pessoas têm certas expectativas sobre as mulheres. Na nossa maneira de ver o mundo, as mulheres podem ser tão poderosas de roupas íntimas quanto elas são de terno. Não é justo para as mulheres de tecnologia serem apontadas e confinadas a um comportamento mais conservador, simplesmente porque elas trabalham em um campo dominado por homens“.

Achei a campanha surpreendente, nada machista ou sexista. Afinal, qual é a diferença entre um anúncio comum de lingerie, com uma mulher quase nua, maravilhosa, magérrima, cheia de retoques e um anúncio como esse? É meio hipócrita dizer que essa é uma campanha sexista. Se for assim, todas são. Mostrar mulheres reais em suas atividades diárias só faz com que nos identifiquemos com elas, desperta o nosso interesse para a marca, para o que estão vestindo.

E você, o que achou?

Fonte: www.brasilpost.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...